O MESSIAS DA ERA DIGITAL – MATRIX – um plágio grosseiro da história da redenção na Bíblia

H. Guther Faggion
Revista Eclésia – junho/2003

Misturando religião e tecnologia, Matrix tenta explicar origem da vida.

Poucos filmes foram tão aguardados pelo público quanto The Matrix Reloaded, a continuação do filme que deu novos ares ao modo de se fazer cinema, misturando, entre outras coisas, games, quadrinhos e internet. Aclamado entre a crítica cinematográfica pelas inúmeras referências filosóficas, religiosas e tecnológicas, o filme escrito e dirigido pelos irmãos Larry e Andy Wachowski tornou-se uma verdadeira febre entre gente de todo tipo. Para quem não se lembra da trama, Neo é o messias de uma era dominada pela inteligência artificial dos computadores. Uma visão futurista que mistura ciência e religião e já faturou US$ 500 milhões desde a sua estréia em 1999, e deve bater mais recordes, considerando que outros US$ 300 milhões foram investidos na seqüência da trilogia.

O filme ficou, obviamente, muito mais comercial e já prepara os fãs para a última parte da série, The Matrix Revolutions. Apesar de não repetir o impacto do primeiro episódio no que diz respeito ao roteiro, as cenas de ação recheadas de lutas, tiros e perseguições em tomadas tridimensionais, somadas a uma trilha sonora pancada, torna cada minuto do filme eletrizante. Mas o que apetece ao paladar do crente que assiste Matrix são as diversas alusões pescadas num repertório judaico-cristão – a começar pelo próprio personagem Keanu Reaves, o hacker Neo. Ele é considerado por Porpheus, uma espécie de profeta que comanda uma nave batizada com o nome do rei babilônico Nabucodonosor, como o Messias.

A cidade fortificada onde os seres humanos buscam refúgio do poder destrutivo das máquinas é Zion (ou Sião). As referências não param por aí e culminam em um diálogo entre Neo e o Arquiteto, o programador que criou o mundo de Matrix – quem quiser entender que está se falando de Deus e da criação do universo não estará assim, digamos, viajando na maionese. O hacker do bem se vê diante de duas portas, onde terá que utilizar do seu livre-arbítrio para escolher entre a salvação da humanidade e de sua namorada Trinity ou um up grade no sistema. Páreo duro esse!

Para quem ainda não foi iniciado em Matrix, é fundamental uma preparação assistindo ao primeiro filme da série para não ficar boiando entre bits e bytes, tentando entender uma história aparentemente sem pé nem cabeça. Atenção também para a trilha sonora que conta com a presença dos roqueiros cristãos do P.O.D., que participam com a música Sleeping awake (ou “Dormindo acordado”). Bem sugestivo para um filme que se debate entre o real e o virtual, entre a fé e a tecnologia.

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